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Um texto aí

Este texto não tem fim literário. É apenas a síntese de alguns insights pessoais!! Pelos meus textos já escritos, apercebi-me do meu encanto pessoal pela natureza dual em todas as suas estâncias… e adentrando mais a fundo em mim mesmo consegui chegar mais a caule dessas questões, partindo do ponto de que desejo alcançar a raiz!!!
Sempre considerei-me subjetivo, até demasiado em certos aspectos, mas através de circunstâncias e situações recentes, vi-me pensando de forma mais prática e mais concreta, o que me proporcionou grande felicidade, pois me permitiu rever e tecer novos conceitos pessoais!!
E esta renovação inspirou-me a escrever, mesmo que minhas palavras pareçam sem o míninmo sentido!!
Adoro o sol pela sua majestade, pela sua imponência, por sua força e por sua capacidade de vibrar tão intensamente, alcançando todo nosso sistema solar!! Este representa pra mim o princípio masculino, a força, a mecanicidade, a praticidade e a concretitude de todas as coisas!!
Aquilo que é sólido e de difícil flexibilidade e maleabilidade!! Representa o inalcançável e o impossível!!
A lua por sua vez representa o encanto. A feminilidade, a emoção e o subjetivo. Representa todas as coisas que são tão ou mais maleáveis que a água. Representa a maternidade e tudo que nela está implícito.
Representa o sentir no sentido mais surreal.
Nem sei onde quero chegar definindo estes dois astros tão importantes… e nem sei se há lugar para chegar ou se apenas desejo organizar as idéias usando ambos de forma simbólica.
Mas o fato é que estou cada dia mais saindo do “mundo da lua”, deixando um pouco de lado sua casa, para visitar meu mais novo amigo, o sol.
Felicidades por deixar-me conhecê-lo um pouco melhor!!
É só isso!! Dúvidas??? Não me perguntem, pois não saberei responder!! 🙂 Abços

Sou ou não sou?

Não desejo ser a lua…! Quero ser o luar de prata, que não tem forma e nem contornos, que não possui vida, mas é sim, a própria vida de tal astro.
Não desejo ser o sol! Quero ser a luz e o calor que emanam dele e são encontrados por todo universo, enquanto o seu gerador ocupa apenas o centro do universo.
Não desejo ser o homem… e nem ser a mulher! Desejo ser o anjo, que ocupa o espaço o meio, não possui máculas, que é e vive as puras virtudes.
Não desejo ser o sexo… nem muito menos o amor! Eu quero ser o vazio, que por si só basta a si mesmo, preenchendo-se com o nada e o ninguém-mais.
Não desejo ser o sábio… nem sequer o gênio, desejo ser a sabedoria e o conhecimento, ser e fazer parte de todos aqueles que os procuram!
Não desejo ser eu mesmo… e nem ao menos ser você, desejo ser todos nós juntos, criando e sendo, sempre, um novo amanhecer!

Quando caem as escamas

– O que aconteceu Fernando? Vim correndo assim que me disseram que você não estava bem.

– Não é necessária tanta preocupação. Encontro-me bem.

-Mas, não me parece.

-Sei o que está pensando. E sei também o que lhe falaram. Que encontro-me louco, não é?

-Bem, disseram-me que você estava com problemas…

-Não pense como eles, não te tornes mais um sonâmbulo que acredita viver, mas que na verdade ainda dorme sono profundo, e nunca sequer abriu os olhos para conhecer a luz.

O que acontece comigo, é que despertei da total letargia e agora enxergo coisas que minha cabeça, antes adormecida, não poderia perceber. E como todos os outros ainda têm suas pálpebras cerradas, não conseguem compreender.

– Então fale-me. Descreva-me tal epifania. Talvez eu  seja capaz de entender.

TUM!

-Então responda-me. Que significância tem, em nosso mundo, esta minha forte pisada na terra?

– Ao meu ver, é um gesto insignificante.

– Preste bem atenção! E para todas estas formigas que seguiam com seu trabalho em busca de alimento? Agora, encontram-se assustadas e correm de volta ao seu formigueiro, sem nenhum pedaço da comida que almejavam levar. E há grandes chances de todo ele morrer de fome hoje, por conta de um simples gesto meu, que para os demais foi “insignificante”.

– Desculpe, mas ainda não compreendo.

– Tais insetos, não têm consciência… mais que isso… não têm a mínima idéia do que as fez voltar para casa. Você sabe por quê? Porque nenhuma delas tem a noção da existência de uma outra forma de vida, de tamanhos descomunalmente maiores que os seus: nós, os seres humanos. E sabe-se lá se elas têm consciência de sua própria existência.

– Agora, estou ficando realmente preocupado. Não entendo sua linha de raciocínio.

– Tenha paciência. Pois chegou a grande questão: E nós? Você, e eu e todos os outros dormentes? Somos formigas para quem?

Nós, assim como elas, não temos ao menos a consciência do existir.

– Espere! Mas eu sei que existo.

– Mas não sabe o pra que e o porquê. Não sabe com que sentido e com que finalidade. E ao meu ver, dá no mesmo.

– Consigo entender-lhe, amigo. Mas confesso que falta-me muito para compreender.

– Está vendo só? Mais um para atirar-me a pedra de louco. Mas, se o prêmio que se recebe, por conseguir retirar as escamas dos olhos, for a loucura, eu aceito de muito bom grado. Antes ela, do que voltar a ser um boi. Pastando, dormindo, acordando. Ora fugindo, ora seguindo o som de um berrante, junto com todos os outros que ainda ruminam. Eu acordei,… e vi os peões e aprendi a fazer soar a trombeta, e via  a cerca e o que há por trás dela. E digo-lhe com o coração transbordando em felicidade: não ficarei  preso em um curral nem por mais um segundo.

Sinto-me bem em poder ver, com os olhos relmente abertos, que existem vidas menores, que parecem ser inferiores a nós. E que assim também somos, em relação a outras formas de vida, que não cabe em nossa percepção conceber a existência.

Sinto-me feliz ainda, por conseguir ver os fios das teias que ligam e conectam todas essas esferas, que podem até ser infinitas em quantidade, assim como o universo o é em tamanho.

               Pois se sou louco e minha mente criou tudo o que vejo, VIVA à loucura e à inteligência humana.

               Mas se sou um visionário, 10 VIVAS à quem tudo isto criou.

Partilha

O solSe as estrelas brilhassem somente para mim, pediria a Deus para dividi-las com todos os meus irmãos, pois eu sei a capacidade que elas têm de retirar dos corações, toda sensação de solidão e desesperança. 

Se o sol aqucesse somente a mim, pediria a Deus para dividi-lo com todos aqueles que possuem seu coração em estado de congelamento, para que ele os derretessem, e os sentimentos mais sublimes viessem a tona, fazendo brilhar a Terra por todo universo.

Se o encanto da lua fosse todo meu, pediria a Deus para dividi-lo com todos aqueles que desconhecem a força do amor, pois é amando que se conhece o mundo de Deus… porque Deus é o Amor.

Tua Voz

Eu e DeusOuço tua voz no mais estrondoso silêncio

Voz, que de inigualável suavidade, torna as águas de meu Oceano, revoltas e caudalosas

Voz que transpassa levemente por meus Bosques, produzindo a mais bela sinfonia, tocada pelas belas árvores e o chacoalhar de suas folhas

Voz que parece vir do mais distante ponto do universo, ao mesmo instante em que flui do meu próprio coração

Voz que me convida a outros mundos, outros lugares que transbordam Beleza e reina a mais pura Paz

Voz que me conduz a mim mesmo e revela meu Real Ser: Teu Filho, igual em Imagem e Semelhança.

A Grande Orquestra

UniversoA vida é mesmo um grande mistério. Seus caminhos, mudanças, escolhas e fases.

E como tudo isso se comporta, sincroniza, sintoniza, acontece e se cruza, só me leva a acreditar mais e mais na Grande Inteligência Suprema, que tudo rege com a mais incrível Sabedoria, causando em meu Ser a sensação de ouvir uma perfeita sinfonia silenciosa tocada por músicos de diversos tipos: seres humanos, animais, a bela natureza, planetas e estrelas, formando a mais bela de todas as melodias: o Amor.

Aprendi…z

meninas aprendizesAprendi que o mundo pode parecer grande, mas maior que ele é o universo que carrego dentro de mim

Aprendi que viajar é bom, e que o melhor combustível é realmente o amor pelo próximo, porque com esse somos capazes de ir até as estrelas

Aprendi que a melhor companhia pra uma viagem é alguém de mente aberta e sem “pré-conceitos”, porque estes formam verdadeiras paredes nos labirintos por onde passamos, impedindo de enxergarmos o que realmente está à nossa frente

Aprendi que ainda existem castelos e florestas, magia e encanto, beleza e harmonia, só que estão bem escondidos no íntimo de nossa alma, onde a cobiça, o orgulho e a inveja não conseguem alcançar

Aprendi que a bonança sempre vem após a tempestade como haviam prometido, então aprendi que há pessoas de palavra e que realmente sabem do que estão falando

Aprendi que amar sem limites é bom e que se decepcionar é ruim, mas aprendi também que já decepcionei muitas vezes e que ainda tantas outras isto pode acontecer

Aprendi que há muito mais que do que nossos olhos podem ver

Aprendi que é fato a existência de Deus, e que o maior sacrifício que podemos oferecer é o do trabalho interno e do auto-aperfeiçoamento

Aprendi que a vida tem muita coisa a ensinar, por isso a melhor posição diante dela é a de aprendiz…

 

                                                                 Teteu

Próprias Palavras

Escrever á toa, deixar que fluam as palavras. Sem organizar as idéias, ou os sentimentos. Deixar que o próprio lápis ganhe vida e traduza aquilo que nem o “escritor” sabe definir. Deixar fluir! Sem pensar no conteúdo, na substância. E quando menos se espera as frases chegam…, se agregam e criam sua própria forma expressando o que ELAS querem falar. Ah! E quanta vontade elas têm! Parece que há tempos esperavam por este momento de pular para fora da caneta e grudarem-se no papel. Então pergunto: – O que querem tanto dizer, minhas caras amigas?

– Assim como você, querido escritor, queremos falar algo que nem todas nós  juntas, em um imenso livro ou dicionário, conseguiríamos explicar ou definir. Queriamos falar sobre o sentimento que encanta por sua dimensão, mas assombra por sua intensidade. Falar sobre o torpor inexplicável que sentem as mais sensíveis almas ao olhar para as estrelas. Que sentem os mais nobres corações ao contemplar a imensidão do mar. A sensação atemporal que sentem os espíritos mais elevados ao enxergar ao final do dia, o por do sol colorindo o céu com seus raios de luz, numa forma de dizer até amanhã. Falar do vazio de proporção universal nos corações dos que sentem a falta de um simples olhar de qualquer um de seus melhores amigos. Da enorme admiração que sentem os cheios de percepção, pelos que possuem mentes brilhantes, inteligentes… pelos homens corajosos e de atitudes corretas. Falar sobre as dimensões que são abertas quando ouve-se uma boa música.

E como podes ver, caro amigo que nos escreve, não há palavras em qualquer idoma que expliquem a vida e o viver. Mas muito grato pela oportunidade de tentarmos. Até a próxima e fique com Deus.

                                                                    Próprias Palavras