Archive for Poesias

“A briga”

simbioseA vida é sempre assim
Não sei se estou no outro ou se o outro está em mim
E por mais que seja sempre
Uma história sem ter fim
No final estou em todos
E todos eles “tão” em mim

E sempre “abriga” pela posse
O simbionte e a simbiose
Dissolvendo-se um no outro
Cada dia cresce a dose
Cada vez mais homegênea
Sem cessar metamorfose

Nesse jogo de procura
Quem vencer recebe a cura
Torna-se um ser por inteiro
Põe-se fim a tal tortura
Ganha direito de escolha
À sanidade ou à loucura.

Narciso

NarcisoLeva meu nome a mais bela flor

Nascida do misto de êxtase e dor

No ato em que no lago de espelho me vi

Pela própria beleza encantei-me e morri

Em todas as faces que já contemplei

Buscava a mim mesmo, mas nunca encontrei

Por todas as belas eu fui desejado

Mas, minha imagem quem trouxe-me o desejo, o pecado

Quando penetro em teus olhos deixando-te inerte

São pra mim dois espelhos que o mais belo reflete

Não me há culpa alguma se nasci por Narciso

Mas seus olhos, de espelho, é do que eu preciso

Despertar…

 mandalaHoje não me entendes, pois ainda dormes,  sonhando estar acordado

Mas quando abrires teus olhos, lembra de mim e de tudo o quanto te disse

Talvez não esteja mais ao teu lado, e poderás até pensar que fui apenas mais uma fantasia de teus sonhos, agora, tão sem sentido

Não procures por minha face, nem por minha voz, nem sequer pela forma que eu possuía quando estava em tua companhia

Não busques  lembrar de ti mesmo e nem da vida que pensavas levar, isso pode levar-te à loucura, ou te jogar novamente no sonambulismo ao qual pertencias

Somente sigas o fluxo, mas que isso, seja-o

Contempla-Te , reverencia-Te, devota-Te a Ti mesmo

E quando tu Te abraçares, consumindo de fato a união, nos encontraremos, todos nós

Para mais uma vez seguirmos juntos… e sonharmos… até um Novo Amanhecer.

Dessa vez que seja eterno…

Quero que dure pra sempre

As risadas, a música do violão,  a lua e as estrelas no alto

As ondas levam minhas sandálias

Mas eu vejo e nem me importo

Não precisarei delas pra onde estou indo

Não é a primera vez que sinto isto

Mas hoje parece ser real

Uma festa infinita

Não existe mais o passado e e nem o que passou

Só o  futuro, mas alheio: sem planos ou projetos

Apenas a certeza que tudo que vier a acontecer, será o melhor

Pro Fundo…

pocoÉ no buraco daquele foço

Que mora aquele tal moço

Que sofre do coração

Aquele que se encontra perdido

Que está por dentro ferido

Sem esperar cicatrização

É no fundo daquele abismo

Que se encontra o ceticismo

Que um dia lá lancei

Pra um dia poder ver a passagem

Mesmo que a tal seja miragem

E que um dia atravessarei

É no final daquele precipício

Que se encontra o suplício

Que um dia lá joguei

Pra viver enfim de verdade

Sentir a saudável saudade

Do que nunca me tornei

É no fim daquele caminho

Esse que cruzo  sozinho

E que um dia teminarei

Que se encontra a paz desejada

A felicidade tão almejada

E somente lá  descansarei

Due<>elos

meioSempre dual:

So o bem e o mal,

O comum e o anormal,

O céu e o inferno,

O antigo e o odierno,

Ou a flecha, ou a cruz.

Sempre há treva ou há luz.

Escolho o caminho do meio

Que ao equilibrio conduz!

Dois talheres!

OgAAAG3k34Va3EPQ9s2UZ25UnY_TR2fATAyOacYeQectI3Jd7uYQroI6y4KgUpkaqf4jtFvUV690W0FvvE9tS0LrMicAm1T1UPUOK2f9d-oCiOFMKt6_EUsvUiStMinhas palavras teimam  sair em forma de poesia

Pra que se torne mais lírica a expressão da nostalgia

Dos bons momentos que tive em tua companhia

Conversas, risadas e confissões todos os dias

Dividir o mesmo prato

Prova de amizade de fato

Cada dia um novo relato

De um mundo nosso tão abstrato

Ganhou entradas pro meu universo

Conferiu conteúdos diversos

Dos superficiais aos transversos

E hoje ganha estes sinceros versos

Olhos meigos que tanta luz traz

Quanto tempo será que já faz

Que tua voz não escuto mais:

“Matheus, tu viaja demais!!”

O suficente…

Jesus e o UniversoE basta uma única estrela no céu para que eu tenha a certeza de tua existência

E basta um único raio de sol para a esperança de renovação palpitar em meu coração

E basta a minguante para atrair à minha mente pensamentos de amor e de união

E basta o horizonte para a convicção da eternidade

E basta fechar os olhos para enxergar a Verdade.

Do Meio a Meia

sol e luaÉ como a força do sol e o encanto da lua

É como o corpo vestido e a alma nua

É como tua vida ser minha e a minha, ser tua

É como estar em casa ao sair pra rua

É como o sol ao meio dia e à meia noite… a lua.

Lê Lua

lua1Sua presença por mim é esperada
Um ciclo de quase um mês pra te ver iluminada
Se me vês ao entardecer no sol poente
É uma vida, esperar teus olhos, no coração de quem te sente

Mas mesmo no seu ir e vir
No seu trabalho de embalar o mar
Fico feliz quando te vejo
Basta a minguante e posso enfim viajar

Mas felicidade completa é a que sinto
Quando te vejo no meio de nós
Quando vens, guardas  luz num sorriso
Luz que alimenta e inspira os sóis

Se no fim do dia vou indo
Há lugares que não são aqui
Não penses que estou fugindo
É só o momento de dar brilho a ti

Se a brisa me leva enquanto caminho
Isso não eh de se admirar
Mas trazer os mares como manto
Está aí um tal encanto
Que sol nenhum pode imitar…